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Óbitos começam a aparecer nos mais novos

A experiência mundial da COVID-19 indica até hoje que os mais novos não são grandes transmissores da doença e que a desenvolvem maioritariamente de forma leve sendo raramente fatal. Porém, nesta segunda vaga, estão a aparecer casos de síndrome inflamatório grave, três a quatro semanas após a infeção por SARS-CoV-2. Em Portugal, foi a morte de uma jovem de 19 anos que veio alertar de novo para os efeitos da doença nos mais novos.

Por esta altura, em Portugal, já houve cerca de 20 mil casos na faixa etária dos 0 aos nove anos. De um total de 344 700 casos positivos que o país registou neste sábado, só 49 023 dizem respeito à faixa pediátrica. Contabilizam-se dois óbitos: um bebé de quatro meses infetada e com múltiplas patologias, que morreu em agosto, e, agora, a Direção-Geral da Saúde revelou um segundo óbito na faixa dos mais jovens, uma adolescente de 19 anos, do Norte, e também com várias patologias associadas.

Apesar de serem raros, os casos fatais ou de doença grave em crianças e jovens atestam os médicos e a literatura científica sobre a doença na Pediatria, que sublinha que esta faixa,  não só não é potencial transmissora da doença, como também não a desenvolve de forma grave. Uma das primeiras impressões em relação a este vírus é que estaria a proteger os mais jovens.

Contudo, até agora, é um facto que o vírus tem afetado a grande maioria das crianças e dos jovens da mesma forma: sintomas ligeiros e raramente fatal. Um dos primeiros estudos realizados a esta faixa etária, a crianças a partir dos três anos e até aos 18, divulgado em junho revista científica, The Lancet Child & Adolescent Health, vinha confirmar: “A morte de crianças associada à COVID-19 é muito rara, ocorrendo em menos de 1% dos casos, dado que a doença é, normalmente, moderada naquele grupo etário”.

Fonte: Diário de Notícias

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