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App +Próximo deteta complicações respiratórias no contexto da COVID-19

A Create IT, empresa portuguesa focada no desenvolvimento de sistemas multiplataforma críticos e de suporte ao negócio, lançou a App +Próximo. Trata-se de uma aplicação gratuita para detetar ainda numa fase precoce situações de complicações respiratórias, no contexto da COVID-19, com o auxílio de um oxímetro. Nuno Guerra é CEO da Create IT e explica à News Farma todo o processo de desenvolvimento do projeto, desde a fase inicial até entrar em funcionamento, evidenciando o papel das instituições envolvidas e perspetivas de futuro. Assista à entrevista.

O projeto nasceu em Évora e atualmente encontra-se em expansão para outras regiões, tendo parcerias com a União Distrital das IPSS, Secretariado Regional da União das Misericórdias Portuguesas, Hospital do Espírito Santo, entre outras organizações. “Nasceu da nossa vontade em ajudar a comunidade a enfrentar o desafio da pandemia e o nosso foco foi o conjunto de públicos mais vulneráveis, como as pessoas que vivem em lares ou residência, bem como instituições que acolhem pessoas com deficiência”, conta Nuno Guerra que é natural de Évora.

Depois desta cidade alentejana, a aplicação chegou a Beja e a Santarém. Acabou por ser lançado um site “para quem pretendesse”, frisa o responsável pela Create IT, sublinhando que o protocolo da aplicação foi implementado com base nas recomendações médicas e da equipa de Pneumologia do Hospital Distrital de Évora. Como houve “interesse por parte de outras entidades de outras zonas do País”, o projeto foi alargado. “Já contamos com uma presença em todos os distritos. Apenas falta chegar às Ilhas da Madeira e dos Açores. Falamos de um universo de mais de 2.500 instituições e mais de 97 mil utentes nessas instituições”, assinala Nuno Guerra.

“Somos do setor de tecnologia e não conhecíamos bem as áreas da saúde e da segurança social, pelo que demos uma visão menos institucional e mais prática”, refere o CEO, garantindo que houve “uma enorme colaboração de todas as entidades”. Sublinha que o trabalho de equipa centrou-se “no fim último que é ajudar as instituições a monitorizar e acompanhar melhor os seus utentes e evitar situações de infeção respiratória que não sejam detetadas atempadamente e que levem a situações mais complicadas e com pressão maior para o Serviço Nacional de Saúde”.

Na entrevista é ainda explicado como aderir à iniciativa o site criado para o efeito. “Continuamos a admitir inscrições”, afirma Nuno Guerra indicando que os melhoramentos são feitos regularmente e “um dos grandes desafios é dar visibilidade do projeto”.

Para mais informações, consulte https://www.maisproximo.pt

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