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Cérebro de alguns doentes COVID-19 pode envelhecer até dez anos

Um conjunto de cientistas da Imperial College London indicam que alguns doentes com casos mais graves de infeção por coronavírus podem ver a função cerebral afetada, apresentando um declínio mental equivalente a dez anos de envelhecimento cerebral.

De acordo com o estudo, alguns doentes recuperados mostraram problemas cognitivos significativos que duraram meses, embora os cientistas tenham revelado ainda que “existem consequências cognitivas crónicas”.

Foram realizados testes para avaliar a capacidade de o cérebro executar váeias tarefas, como decorar palavras. Esses exercícios são habitualmente utilizados para avaliar o desempenho do cérebro em doenças como Alzheimer.

Os resultados dos défices cognitivos eram “substanciais”, particularmente entre pessoas que haviam sido hospitalizadas com COVID-19, com os piores casos a mostrarem impactos “equivalentes ao declínio médio de dez anos no desempenho global”.

Alguns cientistas expressaram a preocupação com a avaliação realizada porque a função cognitiva dos participantes não era conhecida antes de terem estado infetados, mas também porque qualquer impacto cognitivo poderá ser temporário.

Estes sinais foram já constatados em várias partes do mundo, com uma série de doentes recuperados a denotarem sintomas de problemas cognitivos durante alguns meses, sugerindo um sintoma que dá pelo nome de long covid, que de acordo com os estudos afeta 10% das pessoas que estiveram infetadas. Na prática, os pacientes estão oficialmente curados, com testes negativos, mas continuam a apresentar queixas que duram mais de três meses, nomeadamente cansaço, fraqueza, falta de ar, perda de memória, ansiedade e dores musculares, que impossibilitam a volta ao normal.

O coronavírus também é conhecido por causar problemas neurológicos, que são descritos como sendo perda da memória de curto prazo, uma vez que algumas pessoas ficam com problemas de concentração, esquecem-se de pormenores do dia e perdem capacidade de trabalho.

O estudo ainda não submetido a revisão.

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