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Estudo alerta para nova doença cardiovascular em crianças devido à COVID-19

Um estudo europeu sobre os efeitos cardiovasculares da infeção pelo novo coronavirus em crianças e adolescentes revelou a existência de uma “síndrome inflamatória multissistémica”.

Os autores do estudo, coordenado pelo Hospital Universitário Virgen del Rocío de Sevilha, em Espanha, analisaram as manifestações cardiovasculares mais frequentes na síndrome inflamatória multissistémica (MIS-C), uma doença nova que foi descrita após o surto da pandemia em doentes pediátricos .

O pico de incidência da síndrome inflamatória multissistémica na Europa foi registado pouco antes do verão e os investigadores revelaram que as manifestações cardiovasculares podem aparecer com frequência numa população previamente saudável.

O estudo também conclui que crianças com síndrome inflamatória multissistémica pediátrica devem ter acompanhamento específico para afastar manifestações cardiovasculares , como choque, arritmias cardíacas, derrame pericárdico e dilatação das artérias coronárias. Essas foram as quatro complicações cardiovasculares mais comuns descritas.

A boa notícia é que, em comparação com adultos, a mortalidade em crianças com a síndrome é incomum , apesar de uma elevação significativa nos marcadores bioquímicos de inflamação ou envolvimento multissistémico.

No entanto, existe uma correlação estatisticamente significativa entre o grau de elevação dos marcadores bioquímicos e a necessidade de suporte de terapia intensiva, conclui o estudo.

Participaram desta pesquisa 55 centros europeus e 286 crianças, a maior amostra de doentes pediátricos do mundo até hoje, que revela o quadro clínico cardiovascular mais completo ao incluir dados sobre sua apresentação clínica.

O artigo, cujo primeiro autor é o chefe de Cardiologia Pediátrica do hospital de Sevilha e investigador do grupo de Fisiopatologia Cardiovascular IBiS, Dr. Israel Valverde, inclui marcadores laboratoriais, anormalidades de imagem cardíaca e a progressão desses marcadores durante hospitalização.

Já em maio a existência desta síndrome associada à doença COVID-19 tinha sido reportada pelos Países Baixos, mas os primeiros casos tinham sido relatados em abril no Reino Unido. Seguiram-se relatos de casos semelhantes em países como Irlanda, Bélgica, Suíça, Itália, Espanha, França e Estados Unidos e Portugal.

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