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Lares portugueses recebem nova plataforma de telemonitorização da COVID-19

A Siemens Healthineers disponibilizou uma plataforma para a telemonitorização e acompanhamento remoto dos doentes COVID-19 nos lares portugueses, estando em vigor desde o dia 2 de dezembro. Com algoritmo desenvolvido pela start-up Saude@Home, a tecnologia permite identificar grupos de maior risco, monitorizar os doentes e auxiliar nas decisões clínicas a tomar.

Já a funcionar em Portugal, “esta solução tecnológica permite identificar um score de risco de mau prognóstico e mortalidade por COVID-19, que foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Évora, baseado num algoritmo que contempla a ocupação de espaço e a monitorização de temperatura e oximetria de pulso, criando, assim, uma ferramenta útil nos lares para a identificação dos contágios e risco de doenças”, refere o mentor do projeto, o Prof. Doutor Lino Patrício.

A plataforma permite ainda realizar questionários sintomáticos e epidemiológicos aos residentes, atribuindo-lhes uma categoria e um plano de cuidados de acordo com o seu nível de risco e registar parâmetros como temperatura, saturação de oxigénio, pressão arterial e frequência cardíaca. Além disso, possibilita a comunicação com profissionais de saúde, através do acesso a agendamento de teleconsultas, a criação de planos de cuidados com atribuição automática de tarefas a grupos específicos de utilizadores (doentes, profissionais de saúde, cuidadores) e a triagem de doentes, entre outros benefícios.

De acordo com o Dr. Carlos Gomes, gestor do Saude@Home, “a gestão da telemonitorização e dos dados gerados está a cargo de uma equipa multidisciplinar definida pela instituição onde a plataforma esteja instalada e em funcionamento, seguindo todos os pressupostos da normativa em vigor, podendo a solução ser customizada de acordo com as especificidades de cada lar”.

O Dr. Ivan França, diretor-geral da Siemens Healthineers, acrescenta: “Pretendemos dar uma resposta a este tempo único em que os lares e as pessoas idosas estão tão afetados, transformando a forma de prestar cuidados. A digitalização no setor da saúde é uma resposta fundamental à COVID-19 e aos Cuidados Continuados e acreditamos que esta solução de telemonitorização permite uma monitorização contínua e simplificada dos idosos e contribui para controlar a pandemia”.

Esta solução encontra-se já em funcionamento na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da Fundação AFID Diferença. O Prof. Doutor Lino Patrício espera que “este sistema seja instalado globalmente a nível dos Cuidados Continuados. Terá um custo reduzido face ao seu valor económico e social e assim poderá ser disseminado em centenas de lares e instituições, ajudando milhares de pessoas idosas, as suas famílias e os profissionais”.

Obtenha mais informações aqui.

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