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Movimento tech4COVID19 entrega equipamentos de proteção individual produzidos em Portugal ao SNS

O Projeto Material Hospital do movimento tech4COVID19 financiou a produção de mais de cinco mil equipamentos de proteção individual (EPI), integralmente produzidos em Portugal, que foram esta semana entregues às Administrações Regionais de Saúde. Em causa está a doação de três mil fatos de proteção e mais de 2.150 batas cirúrgicas, numa produção coordenada pela empresa de Guimarães CLOTHE-UP, que permitiu a mobilização de mais de 100 colaboradores e evitar que ficassem em lay-off.

Segundo o Dr. Felipe Ávila da Costa, do movimento, “conseguir apoiar os profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, simultaneamente, ajudar a dinamizar a economia nacional e manter postos de trabalho é um motivo de grande satisfação e orgulho para todos os voluntários do movimento”.

Estes equipamentos foram adquiridos com o valor remanescente da angariação de fundos STOP COVID-19, que angariou mais de 208 mil euros e que já tinha permitido a compra de 108 mil máscaras FFP2 e 2.100 viseiras.
Além desses equipamentos, ao longo do último mês, o projeto Material Hospitalar do movimento tech4COVID19 garantiu a entrega de 170.000 luvas, 14.000 cobre-sapatos, cinco mil toucas cirúrgicas, 2.100 óculos de proteção e 120 litros de álcool.

A generalidade destes bens foram doados por Institutos científicos como o Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, do Instituto Gulbenkian de Ciência, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica e do Centro de Investigação Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.

Várias organizações como a Novartis, a Critical Software e a UPTEC, solidarizaram-se, também, com o projeto através de doações monetárias, que estão a financiar a compra de máscaras no exterior e a produção de diversos EPIs em Portugal. Exemplo disso são as 19 mil máscaras de proteção FFP2 que deverão chegar a Portugal na próxima semana, e que serão doadas ao SNS.

O objetivo do projeto Material Hospitalar – um dos projetos dentro do movimento lançado por startups e empreendedores portugueses, no passado mês de março – era angariar e produzir EPI que  são bens escassos e imprescindíveis para os profissionais que formam a linha da frente deste exército de agentes de saúde pública, a combater a atual pandemia.

O projeto desenvolve o seu trabalho voluntário em articulação direta com as Administrações Regionais de Saúde e tem o apoio da Ordem dos Médicos, da Ordem dos Farmacêuticos e da Ordem dos Enfermeiros. A interlocução com o Infarmed é também crítica para garantir que os materiais produzidos são certificados e respeitam as determinações da Organização Mundial de Saúde, oferecendo a segurança necessária para os profissionais de saúde.

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