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Ordem dos Médicos defende campanha sobre bom uso de máscaras

A Ordem dos Médicos defendeu hoje, dia 4 de maio, a divulgação de uma campanha de comunicação massiva sobre o bom uso de máscaras, o reforço dos rastreios para a COVID-19 nos lares e a criação de um “passaporte imunológico”.

Tendo em conta “as mais recentes informações relacionadas com a pandemia provocada pelo SARS-CoV-2 e no momento atual em que o país se prepara para, progressivamente, retomar várias atividades”, a Ordem dos Médicos recomenda o rastreio regular voluntário dos profissionais de saúde da linha da frente, além de manifestar disponibilidade para participar “de forma ativa” no rastreio da COVID-19 nos lares.

A entidade insiste na obrigatoriedade da utilização de máscaras comunitárias ou máscaras cirúrgicas pelos cidadãos, certificadas pelo Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), em locais públicos, particularmente nos estabelecimentos de saúde, incluindo farmácias e lares, ou estabelecimentos comerciais, bem como em todos os locais onde não seja possível cumprir as medidas de distanciamento social.

“Esta utilização tem, obrigatoriamente, de ser acompanhada por uma campanha de comunicação massiva que promova a literacia do uso destes equipamentos”, sustenta a ordem, que defende ainda a importância do acesso a informação clínica e epidemiológica dos doentes COVID-19 por parte da comunidade médica e científica, já que a página da Direção-Geral da Saúde (DGS) “disponibiliza apenas 16 itens que pouco acrescentam em relação ao boletim epidemiológico”.

A Ordem dos Médicos e as Escolas Médicas “continuarão a insistir nesta matéria, essencial para efeitos de estudo e investigação no sentido de entender melhor a doença e encontrar soluções mais eficazes para o seu tratamento”, frisa.

A entidade reguladora propõe também a criação “do passaporte imunológico: reforço da criação de critérios de diagnóstico e validade dos exames serológicos” e da “campanha Portugal Seguro: estabelecimento de critérios para a abertura com segurança de diferentes atividades (desde a saúde à economia)”.

Além disso, defende “a necessidade imperiosa de abrir concursos para a aquisição da vacina da gripe. A vacina da gripe não tem eficácia no SARS-CoV-2, mas, caso ocorra uma segunda onda no inverno, diminuir a incidência de gripe (que pode apresentar queixas similares) na população de risco facilita a identificação dos potenciais doentes covid-19. Muitos países estão já a comprar mais vacinas da gripe e arriscamo-nos a ter maiores dificuldades de acesso”, alerta.

A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 249 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 212 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Neste momento, Portugal regista 25.524 casos de infeção e 1063 mortes devido ao novo coronavírus, conforme as informações do último boletim epidemiológico da DGS. De notar que dos infetados, 1712 pessoas já recuperaram.

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