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Síndrome rara e grave é detetada mundialmente em crianças

A síndrome MIS-C foi identificada em alguns países do mundo, e mais recentemente em Portugal, relacionada à COVID-19. Segundo a RTP, nos Estados Unidos da América (EUA) há mais de mil casos e morreram 20 jovens, e em Lisboa já oito crianças desenvolveram a síndrome.

A síndrome MIS-C, que pode ser traduzida para português para “síndrome inflamatória multi-sistema em crianças”, tem afetado maioritariamente crianças e adolescentes entre um e 14 anos e poderá estar relacionada agora à COVID-19.

Em Portugal, Lisboa, já oito crianças desenvolveram esta condição, que “leva à falência dos órgãos” e que pode obrigar a cuidados intensivos, noticia a RTP, que vai desenvolver o tema no programa “Linha da Frente”, exibido na próxima sexta-feira, dia 20 de novembro, às 21h.

Segundo o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), um instituto de saúde dos Estados Unidos da América, a síndrome já foi identificada em 1163 crianças e adolescentes do país e já morreram 20 jovens com esta patologia.

O CDC refere que se trata de “uma condição em que diferentes partes do corpo podem ficar inflamadas, incluindo o coração, os pulmões, os rins, o cérebro, a pele, os olhos ou os órgãos gastrointestinais”. A instituição afirma ainda não saber “o que causa MIS-C”, mas nota que “muitas das crianças com MIS-C tinham o vírus que causa a COVID-19 ou tinham estado perto de alguém que tem a doença”.

Segundo os dados, 98% dos jovens que desenvolveram esta síndrome nos EUA tiveram teste de diagnóstico positivo à infeção por coronavírus e os restantes 2% tiveram contacto próximo com pessoas infetadas, por isso, o vírus está relacionado a 100% dos casos.

“O MIS-C pode até ser mortal, mas a maioria das crianças a quem foi diagnosticada esta condição melhorou com tratamento médico”, refere o instituto público de saúde norte-americano. Além disso, sublinha também que está a investigar a forma como esta síndrome “afeta as crianças” e admite não saber ainda “porque é que algumas crianças ficaram doentes com MIS-C e outras não”, uma vez que ainda não sabe “se crianças com certas condições de saúde têm mais probabilidade de ter MIS-C”.

A maioria das crianças e jovens nos EUA desenvolveram MIS-C após “duas a quatro semanas” de terem sido infetados com o SARS-CoV-2, avança o Observador.

O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA alerta para os sintomas da MIS-C, que passam por ter “febre, dor abdominal, vómitos, diarreia, dor no pescoço, erupção cutânea, vermelhidão nos olhos e uma sensação de cansaço extremo”.

Os sinais de alerta, que devem levar os pais a procurar de imediato ajuda médica, são “dificuldade em respirar, uma dor ou pressão no peito que não desaparece, sinais de confusão novos, dificuldade de acordar ou de permanecer acordado, cor azulada nos lábios ou rosto ou dores abdominais agudas”, como conclui a instituição.

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